segunda-feira, 21 de março de 2011

Dia Mundial da Água 2011 - 22 de março

Um dia internacional para comemorar água doce foi recomendado em 1992 na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED). A Assembléia Geral da ONU respondeu com a designação de 22 março de 1993 como o primeiro Dia Mundial da Água. A cada ano, Dia Mundial da Água destaca um aspecto específico da água doce. 

Água para Cidades: Respondendo ao Desafio Urbano

O objetivo do Dia Mundial da Água 2011 é para chamar a atenção internacional sobre o impacto da rápida industrialização populacional e crescimento urbano, e as incertezas provocadas pelas mudanças climáticas, os conflitos e as catástrofes naturais em sistemas urbanos de água.

O tema deste ano, de água para as cidades: a responder ao desafio urbano , visa holofotes e incentivar os governos, organizações, comunidades e indivíduos a participar activamente na resposta ao desafio da gestão das águas urbanas.


quarta-feira, 16 de março de 2011

Asfalto que absorve água da chuva

A ideia, publicada no Planeta Sustentável, é muito atrativa, visto os problemas que as grandes cidades passam com as enchentes.

Isso porque (por culpa nossa) a água não tem para onde ir. Pensando nisso, o pesquisador José Rodolpho Martins do Departamento de Hidráulica da USP e sua equipe, desenvolveram a Camada Porosa de Asfalto (CPA).

O pavimento com pequenos vãos, sem que diminua a qualidade, é capaz de absorver a água da chuva e armazená-la entre uma camada e outra de pavimento, onde já tem um sistema de drenagem instalado juntamente com o novo asfalto.

Esse sistema é o responsável por encaminhar a água para as galerias pluviais, de modo que, se não resolver por completo o problema da água acumulada, com certeza o diminuirá.
A técnica já foi implantada em um dos estacionamentos da USP com sucesso. O único impasse é que o custo de instalação chega a ser 25% maior do que o de um pavimento comum.


terça-feira, 15 de março de 2011

A favor da natureza

Recentemente, uma agência de propaganda aqui da cidade, a ArtMaker, teve 2 iniciativas muito legais em defesa da naturesa. Confira abaixo 2 outdoors que a empresa instalou na cidade e que deram o que falar:


"Em tempos de catástrofes e mudanças climáticas, a sustentabilidade 
é um ponto forte a ser trabalhado. Muitas empresas abraçam a causa
 e a cada dia mais o meio ambiente conta com esse tipo de iniciativa.
Seguindo a tendência, assim como nossos clientes, a Artmaker 
produziu um novo outdoor estimulando a preservação da Natureza.
 A ideia criativa partiu da interação com a peça, fazendo com que o 
público acompanhe a posição do outdoor que pede a mudança de 
atos para virar o quadro."


"Dessa vez, a Artmaker produziu um outdoor para alertar as pessoas 
sobre o lixo jogado nas ruas e as consequências que isso pode causar.
A agência decidiu que esta seria a melhor maneira de conscientizar a 
população sobre um problema sério e que tem atingido muitos lugares 
do Brasil, principalmente nesta época do ano. Uma iniciativa simples, 
mas impactante devido à produção. Foram coladas duas folhas no 
outdoor. A primeira com o desenho da sombra de lixo por trás, mas 
que só aparecia quando chovia, pois a segunda folha era branca com 
uma simples mensagem à frente."



quinta-feira, 10 de março de 2011

Reciclagem de lixo

Não é de hoje que se fala da importância em reciclar o lixo. Mas sempre tem informações novas e sempre é bom lembrar!

Não há como não produzir lixo, mas podemos diminuir essa produção.
Como? Reduzindo o desperdício, reutilizando sempre que possível e separando os materiais recicláveis para a coleta seletiva. Tem coisas que a gente só não faz por não saber como.

Reciclar significa transformar objetos materiais usados em novos produtos para o consumo. Esta necessidade  foi despertada pelos seres humanos, a partir do momento em que se verificou os benefícios que este procedimento trás para o planeta Terra. No processo de reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera riquezas, os materiais mais reciclados são o vidro, o alumínio, o papel e o plástico. Esta reciclagem contribui para a diminuição significativa da poluição do solo, da água e do ar. Muitas indústrias estão reciclando materiais como uma forma de reduzir os custos de produção. Um outro benefício da reciclagem é a quantidade de empregos que ela tem gerado nas grandes cidades. Muitos desempregados estão buscando trabalho neste setor e conseguindo renda para manterem suas famílias. Cooperativas de catadores de papel e alumínio já são uma boa realidade nos centros urbanos do Brasil.

O que pode ser feito:

A maior parte do que jogamos fora não é sujo, fica sujo depois de misturado. Separando os materiais que podem ser reciclados, a quantidade de lixo a ser coletado é muito menor.

Exemplos de Produtos Recicláveis

- Vidro: potes de alimentos (azeitonas, milho, requijão, etc), garrafas, frascos de medicamentos, cacos de vidro.
- Papel: jornais, revistas, folhetos, caixas de papelão, embalagens de papel.
- Metal: latas de alumínio, latas de aço, pregos, tampas, tubos de pasta, cobre, alumínio.
- Plástico: potes de plástico, garrafas PET, sacos pláticos, embalagens e sacolas de supermercado.

O tempo que a natureza leva para decompor alguns dos produtos...

Papel: de 3 a 6 meses;
Pano: de 6 meses a 1 ano;
Filtro de cigarro: 5 anos;
Chiclete: 5 anos;
Madeira pintada: 13 anos;
Nylon: mais de 30 anos;
Plástico: mais de 100 anos;
Metal: mais de 100 anos;
Borracha: tempo indeterminado;
Vidro: 1 milhão de anos.

Não há como não produzir lixo, mas podemos diminuir essa produção reduzindo o desperdício, reutilizando sempre que possível e separando os materiais recicláveis para a coleta seletiva.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Uma máquina que vende comidas e refrigerantes tem causado espanto nas ruas de Nova York. Diferente das iguarias comuns, esta vending machine vende água suja por US$ 1. E, como não bastasse, ainda há oito sabores para se escolher, como málaria, dengue, febre amarela e outros. Trata-se de uma estratégia do fundo das Nações Unidas para a infância (Unicef) para mostrar como milhões de pessoas em todo o mundo sofrem as conseqüências de beber água contaminada diariamente devido a falta de acesso a água potável.
A ideia da campanha foi da agência de publicidade americana, Casanova Pendrill, que resolveu reciclar uma antiga máquina e colocar garrafas de água misturadas com areia e tintas para chamar a atenção das pessoas que passaram pelas ruas. Segundo a agência, não houve nenhum investimento para a criação desta campanha.
A máquina serve para fazer doações para o fundo e está causando bons efeitos. Já foram registradas mais de 7.500 contribuições, fora as doações por SMS e pelo site da entidade.



fonte: www.marketingnacozinha.com.br

quarta-feira, 2 de março de 2011

Construção sustentável

A Petrobras (cliente CiaFiltros) dá um exemplo de sustentabilidade na construção do prédio da Universidade Petrobras.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Chuvas e desenvolvimento responsável

Desde que as fortes chuvas e inundações ceifaram a vida de mais de 800 pessoas no Brasil, muitos deram suas opiniões sobre o que exatamente deu errado - infraestrutura precária, urbanização acelerada, decisões irresponsáveis no uso do solo, as mudanças climáticas. Na verdade,  tudo se trata de uma realidade que a nova presidente deve enfrentar enquanto dirige o país para sair dessa tragédia e cria políticas para garantir o seu sucesso a longo prazo.


A devastação deixada no rastro das chuvas torrenciais deixou uma coisa bem clara: desenvolvimento sem levar em conta os impactos sobre o solo e seus recursos colocam em risco a economia do país e as pessoas.


"Em um esforço para impulsionar a economia por meio do desenvolvimento rápido do solo, o Brasil ficou vulnerável às chuvas fortes – e isso atingiu as economias locais mais dependentes do turismo e da agricultura." Tomemos por exemplo as áreas mais atingidas pelas chuvas. A região serrana do Rio de Janeiro têm sido um imã para turistas e moradores abastados. Nos últimos 30 anos, governos locais e federal encorajaram o desenvolvimento rápido, com construções em áreas de risco e desmatamento nessas valiosas áreas florestadas. As cidades da serra fluminense começaram a se desenvolver com o surgimento de moradias ilegais nas encostas íngremes - muitas das quais atingidas pelos deslizamentos de terra.


"Combine intempérie com irresponsabilidade ambiental, a soma é igual a uma tragédia", disse Carlos Minc, secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, durante uma entrevista para jornalistas após as enchentes.


As áreas desmatadas deixaram suas áreas vizinhas mais vulneráveis a eventos climáticos severos. Segundo a revista The Economist, as áreas agrícolas no Rio de Janeiro, que são as fontes mais confiáveis de frutas e legumes estão enterradas por lama e rochas, o que fez com que os preços destas commodities não escassas subirem.


Os resultados parecem apontar para uma ironia infeliz: em um esforço para impulsionar a economia por meio do desenvolvimento rápido do solo, o Brasil ficou vulnerável às chuvas fortes – e isso atingiu as economias locais mais dependentes do turismo e da agricultura.


A presidente Dilma Rousseff prometeu se empenhar para recuperar estas regiões, mas talvez seja hora também de repensar sua postura sobre desenvolvimento. As demandas externas e internas sobre os recursos do país vão continuar a aumentar e sem uma melhor gestão, o Brasil vai novamente ser colocado em risco.


Com a aprovação da barragem de Belo Monte, foi dada luz verde para começar a limpar 238 ha de floresta ao longo do rio Xingu. De acordo com a agência de notícias United Press International, a barragem provavelmente inundará uma área de 600 km2 e secar parcialmente o rio Xingu.


Ao mesmo tempo, há um forte aumento na produção tanto de gado quanto de soja, que também estão avançando na fronteira amazônica. Conforme também salientou Lash da WRI, com o forte programa de biocombustíveis do Brasil, utilizando o etanol de cana, espera-se a expansão e a criação de mais demandas por terras agrícolas.


Para completar, o Brasil será anfitrião a Rio +20 em 2012, as Olimpíadas e a Copa do Mundo - o que exigirá um plano de infraestrutura agressivo. Todos estes desafios requerem um olhar abrangente quanto ao uso da terra no Brasil: quais investimentos irão garantir uma economia sustentável ao invés de representar riscos ecológicos e portanto econômicos?


A boa notícia, é que atualmente o Brasil tem a maior biocapacidade do mundo. Essa abundância dá poderes ao Brasil para se tornar o maior exportador mundial de matérias-primas e tem alimentado o seu crescimento econômico. O mix de energia do país é considerada uma das mais limpas do mundo e o papel da Amazônia como sumidouro de carbono dá ao Brasil um valor ecológico único. 


Mas o desafio para o Brasil também permanece o mesmo - não desperdiçar esta grande riqueza. Não dá para voltar o relógio. As decisões de desenvolvimento feitas hoje podem render benefícios econômicos a curto prazo, mas os efeitos a longo prazo podem ser catastróficos. Apenas precisamos olhar para as notícias de hoje como um lembrete direto.